2016

2016 começou há tão pouco tempo e está cheio de oportunidades.

É tão bom ter uma colecção de dias pela frente, páginas em branco que se vão preenchendo todos os dias.

Para 2016 espero um ano cheio de saúde, concretizações, leituras, bons filmes e boa música.

Desejo também um ano em boa companhia, muito optimismo e amizade.

Espero que 2016 tenha escondidos bons destinos de viagem e que 2016 me traga mais a este cantinho.

Espero também conseguir fotografar mais, dar menos desculpas (“não tenho tempo”), mas aceitar que há tempo para tudo, incluíndo para não fazer nada.

2016

Adeus 2015

2015 está quase a acabar. Mas antes de me arranjar para sair, tinha de voltar aqui ao cantinho para o adeus formal ao ano que agora acaba.

Neste ano o blog foi deixado um pouco para trás. A vida assumiu um ritmo mais intenso e alguma coisa tinha de ceder, mas ando com vontade de voltar a estes lados, portanto sinto que 2016 vai ser mais assíduo por aqui. Além do mais, tenho algumas viagem para documentar e este parece ser o lugar ideal para o fazer.

Mas de volta à retrospectiva. 2015 foi um ano de muitas viagens: Budapeste, Paris, Ulm, Córsega, Lisboa, Japão, Amesterdão e Estocolmo. Sem contar com algumas escapadelas por aqui. Às vezes foi um pouco cansativo, mas todas valeram a pena!

2015 foi também o ano em que me voltei a dedicar aos estudos: uma certificação começada e um curso em Amesterdão, que já queria experimentar há algum tempo, voltaram a dar-me o entusiasmo necessário para aquilo em que quero trabalhar.

2015 também me levou a procurar formas mais eficientes de aprender alemão e forçar-me a falar mais. Posso dizer que as novas aulas privadas que tenho me ajudaram nesse aspecto.

2015 foi um bom ano de leituras: fora os técnicos, foram 21 os livros que li. Para isto contribuiu também o ter-me juntado a um book club.

2015 levou-me de volta à actividade física e à alimentação saudável. Ter começado a ir ao ginásio encheu-me de energia e espero que o entusiasmo continue em 2016.

Em relação aos objectivos de há um ano, houve coisas que falharam. Nem sempre consegui manter a cabeça fria, apesar de sentir que me consigo distanciar mais. Os trabalhos manuais ficaram um pouco de lado (com a excepção da prenda do amigo secreto deste ano) e não consegui fotografar muito.

Em geral 2015 foi um bom ano. Estou em pulgas para 2016…

 

Adeus 2015

Julho foi assim.

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Nāo tendo passado assim tanto tempo desde o final de Julho, este é o mês em que as minhas recordações estão mais frescas.

Foi um mês e tanto… Comecei com lições extra de alemão. Encontrei um site óptimo, com professores (profissionais ou não) que dão aulas pelo Skype. Este é o método mais confortável para mim, mas admito que ainda estou em adaptação.

Fomos fazer Kayak no lago Brienz. Acho que no dia seguinte me doía todos os músculos do corpo, mas valeu a pena. Não há nada como ver as montanhas do centro do lago.

Julho é mês de festas por aqui também. O Maienzug em Aarau, Basel Tattoo e o Schäferfest em Leukerbad foram as escolhas deste ano. O Schäferfest é algo de especial: num lago no topo de uma montanha, juntam-se os pastores para uma missa matinal, um pequeno almoço reforçado e para trazer as ovelhas até ao lago. Muito yodelling, muita Alpenhorn e Bratwurst. Foi a coisa mais Suíça que vi este ano.

Em Julho começamos a ver o Mr. Robot. Uma tech-conspiração que nos tem mantido presos, se não pela história (todas as séries têm os seus momentos mortos) pela forma como está filmada. E, de qualquer forma, é melhor que a nova temporada do True Detective.

Leituras: mais um best-seller – All the light we cannot see – muito interessante. Depois duas leituras rápidas: Gut:The Inside Story of Our Body’s Most Underrated Organ, para quem quer perceber um pouco mais sobre a digestão e as consequências do que comemos, e Café in Berlin – o primeiro livro completo em alemão que li. Pequenas histórias rápidas que ajudam a aprender alemão de uma forma natural e sem ter de ir buscar o dicionário de 5 em 5 minutos.

Julho foi assim.

Junho foi assim.

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Junho é o mês de férias. É o mês mais fácil para ir de férias para quem trabalha, não é muito caro e o tempo já é quente.

Querendo praia a sério, e tendo ainda vontade de explorar locais desconhecidos, a escolha foi fácil: Córsega. Praias excelentes, mar quente e limpo e ausência de turistas em número insuportável.

O verão traz-me muitas vezes recordações de comida. Este ano, além das cerejas, a mistura de melão com presunto foi uma das minhas favoritas. E as experiências continuaram com um bolo de ricota e amêndoa.

Com algum tempo livre, as leituras trouxeram-me o Japanland e o hit The Girl on the Train. Junho trouxe também o início de um Book Club e a novidade de um Reading Club. Conhecer o que de diferente se faz, num tópico que nos interessa, abre novos horizontes.

A descoberta do mês foi, no entanto, a série Happyish. Há muito tempo que não encontrava uma série que me dissesse tanto. É uma comédia negra, aparentemente sobre o mundo da publicidade, mas que na verdade se aplica a todo o mundo de negócios actual.

Junho foi assim.

Maio foi assim.

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Depois de uma pausa mais ou menos intencional, tenho vontade de voltar aqui. Não sei muito bem ainda em que formato, mas logo se verá.

E como foram os meses até agora? Nāo me posso queixar, a vida fora deste espaço não me trata mal. No entanto, o tempo passa tāo depressa, sinto que preciso de um diário do que tem sido. Volto entāo aqui, para me poder lembrar do que foi e do que fiz.

Maio foi o mês das visitas. Um salto à Legoland, duas visitas em casa, muito turismo interno.

Foi também o mês de preparação, um mês de muito trabalho, mas agitação boa. As leituras ficaram um pouco adiadas, coisa que ainda não consegui recuperar totalmente. As viagens de comboio eram passadas a ler materiais e a escrever assignments, e quando chegava a casa tinha um livro enorme à minha espera para mais estudo.

Mas o mês passou e as férias estavam quase à porta. Não me recordo de séries nem filmes que tenhamos visto. Tive de ir ver ao IMDB as reviews que fiz, para me recordar dos filmes que vi neste mês: Chef (uma comédia ligeira) e o Grave of the Fireflies (um filmes japonês sobre a vida entre os sobreviventes da segunda guerra mundial).

Maio foi assim.

Abril foi assim.

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Abril praticamente começou em Paris, e que belo sítio para começar um mês. Foi um mês cheio de bom tempo, caminhadas e boa comida.

Finalmente consegui fazer madeleines (uma receita de um livro já velhinho e inspirada nas que comi no Mariage Frères no Louvre) e claro que não há mês que não inclua comida japonesa.

Maio já cá  está há uns bons dias. Que venha com mais oportunidades e possibilidades.

Leituras: O único livro começado e acabado em Abril foi A Moveable Feast de Hemingway, lido na ida e volta do TGV para Paris.

Filmes: Ex Machina – Ficção científica sobre AI. Um filme muito bem feito, pouco previsível e que me manteve agarrada até ao final.

Abril foi assim.

Março foi assim.

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Já vamos a seis dias de Abril, quando finalmente consigo olhar para trás e tentar apreender tudo o que foi Março por estes lados. Março foi um mês calmo e cheio de mudanças de ritmo de vida, actividade e alimentação. Um mês de mais investigação sobre o Japão e de muito sushi. O mês em que, pela primeira vez, consegui partir um telemóvel deixando-o cair na rua. Acabámos o mês Budapeste, numa pequena pausa no trabalho, com os olhos postos num fim de semana grande, no início de Abril.

Leituras: Why Marx was right – um livro que analisa algumas das críticas mais comuns ao Marxismo. É um livro interessante, mas não original, que pode parecer demasiado superficial de vez em quando. Cidades invisíveis – Este livro andava em lista de espera há anos e, ainda assim, não tenho a certeza que tenha escolhido o momento certo para o ler. Houve momentos em que o livro me disse muito, e houve outros em que me deixou completamente perdida. Budapeste – Desde o ano passado que tento adaptar as minhas leituras (ou pelo menos algumas) ao meu contexto. Voltei à carga com Budapeste do Chico Buarque e, pela primeira vez, fiquei um pouco desiludida. Não gostei particularmente da história, apesar de admitir que está bem escrito, e não consegui criar nenhuma empatia com as personagens (nem com as cidades cenário).

Filmes:  Still Alice – Já há algum tempo que não chorava tanto com um filme. E não foi um choro porque o filme seja lamechas, mas pela tragédia que é a doença de Alzheimer. Citizenfour – documentário sobre as semanas atribuladas de Edward Snowden, quando o Guardian começou a publicar a informação classificada fornecida por ele. Spirited Away – continuando na nossa saga japonesa, um dos filmes de animação do Miyazaki.

Março foi assim.