Porque não consigo ser saudável (ou seguir as dietas da moda)

Na semana passada decidi experimentar uma mistura de aveia cozinhada, banana, ameixa, nozes e mel. A ideia parecia muito mais apelativa do que é na realidade. A aveia é um alimento saudável, que é digerido mais lentamente (logo levamos mais tempo a voltar a ter fome), mas que não é fácil de acompanhar. Infelizmente ainda não foi desta que consegui uma mistura que me agrade – a banana fica demasiado enjoativa, mas não desgostei da acidez da ameixa. Já o mel foi uma aposta arriscada – em geral não gosto de mel em nada. Próxima tentativa: framboesas, morangos ou outros frutos vermelhos.

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Por outro lado, esta semana decidi experimentar o meu novo brinquedo Quick Shaker e adaptar a minha receita de panquecas.

Estavam óptimas e foram muito bem acompanhadas por iogurte grego natural e morangos.

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Porque não consigo ser saudável (ou seguir as dietas da moda)

[Receita] Bolo de limão

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Eu tinha prometido a mim mesma que o próximo bolo a fazer na nossa nova forma favorita seria de chocolate, mas este tempo frio e com neve só pede bolos de citrinos.

Assim sendo, desta vez experimentei o bolo de limão.

  • 87g de manteiga;
  • 3/8 de chávena de açucar;
  • raspa de um limão;
  • 2 ovos;
  • 3/2 de chávena de farinha;
  • 1 colher de café de fermento;
  • sumo de metade de um limão.

Pré-aquecer o forno a 160 graus.

Misturar a manteiga, açúcar e raspas do limão na batedeira. Juntar os ovos um a um e bater bem a massa. Envolver a farinha e o fermento. Juntar o sumo do meio limão. Levar ao forno durante 45 minutos.

[Receita] Bolo de limão

[Receita] Bolo de laranja

Os dias têm sido particularmente agitados e o tempo não tem chegado para tudo. Como tinha decidido que o stress não iria tomar conta de mim enquanto me lembrar das resoluções de ano novo, o tempo livre tem sido dedicado ao relaxamento.

Ainda assim, num fim-de-semana cinzento de chu-neve, sabe bem um bolo logo pela manhã. Tínhamos comprado a mini forma de bundt cakes há algum tempo (pelo menos antes do Natal) e ainda não a tinha experimentado. Assim sendo, decidi que era hoje e a escolha recaiu sobre um bolo de laranja com calda de laranja, para acompanhar chá e café, de manhã e ao lanche.

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A receita é uma mistura de várias que encontrei na minha busca na internet. A maioria das receitas que encontrei tinham sempre algum problema: ou eu não tinha todos os ingredientes ou não tinha paciência para uma receita muito complexa. Decidi descomplicar.

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Ingredientes:

  • 100ml de margarina líquida
  • 85g de açúcar
  • 2 ovos
  • 175g farinha
  • 1 colher de café de fermento
  • raspa de uma laranja e sumo de metade da laranja

Para a calda

  • sumo da outra metade da laranja
  • 1 colher de sopa de açúcar

Aquecer o forno a 180 graus. Bater a margarina com o açúcar até a massa ficar fofa. Juntar os ovos um a um, enquanto se bate a massa. Incorporar a farinha e o fermento e juntar a raspa e o sumo da laranja. Levar ao forno por 35 minutos.

Tirar o bolo do forno e deixar arrefecer. Levar a outra metade do sumo da laranja e o açúcar a lume brando e deixar levantar fervura. Desenformar o bolo, picar um pouco com um garfo e regar com a calda.

[Receita] Bolo de laranja

Blinde Kuh – A experiência

Uma experiência diferente. Blinde Kuh traduz-se literalmente por vaca cega, mas para os portugueses fará mais sentido uma tradução como cabra cega, o jogo infantil, o que nos leva a perceber um pouco mais sobre o conceito do restaurante.

Blinde Kuh é um restaurante no escuro. Não é bem o mesmo que ter a luz apagada. A sala de jantar do restaurante está completamente escura, sem possibilidade de adivinhar sequer sombras ou movimentos.

Os empregados de mesa do restaurante são cegos (o chef não o é) e o mundo, depois de passar a cortina que nos leva da recepção à mesa de jantar, parece completamente adaptado a eles. Nós, os que vemos, sentimo-nos perdidos entre o não conseguir ver e a confusão que os diferentes sons, cheiros e toques nos causam num universo em que não conseguimos ver o que se passa à nossa frente. 

Os papéis invertem-se. Nós, os que vemos, temos de ser levados pela mão até à nossa mesa pelos cegos. Temos de ser ensinados onde estão os talheres e copos, e temos de ser avisados quando o prato de comida ou o copo de cocktail nos é posto à frente.

Para completar a experiência decidi (ao contrário do E.) escolher o menu surpresa. Regra geral, há duas opções por entrada, prato principal e sobremesa que podemos escolher. No entanto, e para mim mais interessante, podemos escolher o menu surpresa, que inclui entrada, prato e sobremesa, mas que só sabemos o que são, ou quando comemos (se tivermos capacidade de analisar os diferentes sabores e texturas), ou no final.

Diga-se de passagem que, para mim, esta opção não significava um risco elevado: sou alérgica a poucos alimentos e não sou esquisita – claro que tenho alimentos mais favoritos que outros, mas raramente me recuso a comer o que quer que seja.

A entrada foi relativamente fácil de adivinhar: não sabia o que era, mas parecia um carpaccio de carnes frias, com laranja (mais tarde descobri que era Toranja). Cinco minutos depois de ter o prato à frente, e após várias tentativas falhadas de apanhar alguma comida com o garfo e faca, desisti e decidi ajudar com os dedos.

O prato principal era peixe (qual? mistério para mim enquanto comia), com tomate cherry (da primeira vez que provei um dos tomates entrei em pânico a pensar que era um olho ou algo do género…) e risotto. Estava maravilhoso e, mais uma vez, de forma a conseguir comer tudo o que tinha no prato (ou mesmo conseguir perceber o que ainda tinha no prato), lá tive de usar as mãos. E as quantidades que conseguia em cada garfada eram também muito pouco constantes. Nunca tinha pensado no papel que a minha visão tinha no acto de comer.

Chegou finalmente a sobremesa e, aí sim, todas as minhas tentativas de adivinhar o que quer que fosse foram por água abaixo. Conseguia perceber que estava a comer uma espécie de mousse (Ricotta com Figo, vim a saber depois) e sabia que tinha por cima um praliné de alguma coisa.

Além da comida ser bastante saborosa, aquilo que mais me impressiona ainda agora é as memórias que tenho do jantar. Lembro-me das conversas e dos sons e lembro-me bastante bem de rir com as parvoíces que eram ditas, e de estar de mão dada ao E. Mas é a primeira vez que não tenho sequer uma única memória visual de uma refeição. É estranho recordar aquela noite e não ver caras à minha volta ou ter a noção de como estávamos todos sentados.

No final da refeição sentíamo-nos bastante cansados. Saí com a sensação que este é um daqueles restaurantes que não serão os nossos favoritos, nem aquele que marcamos quando queremos celebrar um aniversário ou outra data qualquer. Mas é uma experiência que toda a gente deveria ter, pelo menos uma vez. Consigo imaginar-me a voltar com alguém que quisesse experimentar o que é ser cego por umas horas e perceber que aquilo que tomamos como automático e sem importância, pode tornar-se um desafio eliminando um dos sentidos.

Blinde Kuh – A experiência

[Receita] Risotto de marisco

Ando completamente viciada em receitas fáceis, aproveitando semi preparados para fazer pratos que parecem mais elaborados. Outro dos meus vícios mais recentes tem a ver com um dos livros que comprei há pouco tempo: 4 ingredients, one pot.

Por um lado, gosto de comprar ingredientes frescos e simples (nada de comida pré-preparada, pronta a ir ao forno ou aquecida no micro-ondas). Por outro lado, gosto da ideia de usar poucos ingredientes e sujar o menor número de panelas possível.

A ideia para este risotto veio pouco depois de voltar de Veneza, mais precisamente depois de visitar um restaurante onde comemos um risotto de marisco que era bastante bom. O restaurante era mais turístico do que outra coisa e a variedade do marisco no prato não era impressionante, mas ainda assim comecei a pensar como é que eles conseguiam servir aquele prato saboroso, a um preço interessante e, ainda assim, ser rentável.

Numa das últimas idas ao supermercado, decidi experimentar e não me saí mal.

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Ingredientes

  • 200 g de miolo de marisco congelado
  • Embalagem de risotto de legumes
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • Cebola e salsa
  • 800 ml de água tépida com meio caldo de legumes
  • 1 colher de café de manteiga
  • Sal e pimenta

Preparação

Aquecer o azeite com a cebola e a salsa. Quando estiver quente adicionar o marisco e saltear. Juntar o preparado de risotto, temperar com sal e pimenta e mexer bem.

Entretanto derreter o meio caldo de legumes na água tépida. Juntar aos poucos a água ao risotto e marisco. Quando tiver juntado toda a água, deixar cozer cerca de 16 a 18 minutos, mexendo ocasionalmente.

No final, tirar do lume e juntar uma colher de café de manteiga, envolvendo bem.

[Receita] Risotto de marisco

[Receita] Queques de Mirtilos

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Não costumo fazer queques, sobretudo porque não gosto de não saber se tenho o número necessário de formas e, acima de tudo, não gosto de segundas voltas. Mas para comer, adoro queques: não endurecem (um problema com os bolos quando somos só dois cá em casa) e as doses são mais adequadas. Ontem vi uns mirtilos no supermercado e decidi que ia experimentar uns queques para o pequeno almoço.

A receita que fiz não é muito doce e portanto é a ideal para um queque não enjoativo. De notar também que os mirtilos não são, geralmente, muito doces.

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Ingredientes

  • 110g de Farinha
  • 110 g de Manteiga à temperatura ambiente
  • 65 gramas de açúcar
  • Uma pitada de açúcar baunilhado
  • 20 ml de leite morno
  • 2 ovos
  • 1 e 1/2 colher de sopa de Fermento
  • 125 g de Mirtilos
  • 1 pitada de sal

Receita

Pré-aquecer o forno a 180º.

Bater a manteiga com o açúcar e o açúcar baunilhado, até a mistura ficar branca.

Adicionar os ovos, um a um, e continuar a bater bem.

Adicionar a farinha, o fermento em pó e o sal e mexer cuidadosamente com uma espátula.

Adicionar os mirtilos e o leite.

Colocar a massa nas formas de queque e levar ao forno, por 15/20 minutos.

 

[Receita] Queques de Mirtilos