Adeus 2014

O ano começou sem resoluções. Tive várias razões para o fazer, mas quem me conhece sabe que tenho este preconceito com os anos pares: em geral prefiro anos ímpares (apesar de ter nascido num ano par, num dia par e num mês par… adiante). A expectativa para 2014 não era elevada.

Ainda assim 2014 não foi assim tão mau. Consegui visitar lugares fantásticos e estive com as pessoas mais importantes da minha vida (todos os dias ou pelo menos uma vez no ano). Solidifiquei a(s) minha(s) estabilidade(s) e deixei de adiar pequenas decisões, apenas por medo que as minhas circunstâncias se alterassem.

2014 teve coisas más, claro. Não consegui pôr as coisas em perspectiva muitas vezes, stressei com coisas que não tinham importância e senti-me perdida e sem rumo algumas vezes. Mas 2014 foi também o ano de pensar com a cabeça e nem sempre com o coração, de pensar a longo prazo e não na satisfação imediata.

2014 foi um óptimo ano em termos de leituras: 27 livros, desafio que parei para me dedicar a livros mais técnicos, numa antecipação de um novo objectivo para 2015. Dos livros que li, aquele que mais gozo me deu foi As Vinhas da Ira, por ser um livro que já queria ler há algum tempo e por ser tão actual.

2014 foi ainda um ano cheio de bons filmes e boas séries de televisão. A juntar ao Walking Dead, Grey’s Anatomy e Downton Abbey, este ano trouxe-nos o Modern Family, o True Detective e, mais recentemente, o re-run de Twin Peaks. Foi também o ano de Boyhood (um dos melhores filmes que vi este ano), de Interstellar e de Gone Girl.

2014 levou-me de volta ao TEDxZurich e permitiu-me experimentar o Blinde Kuh. Levou-me também aos meus projectos de trabalhos manuais e ajudou-me a melhorar o meu alemão.

Numa tentativa de viver de forma mais consciente, experimentei analisar 2014 numa perspectiva mais profunda e fiquei um pouco desiludida por não conseguir responder a muitos dos desafios colocados (principalmente o número 1). Mas não fiquei triste muito tempo porque, como li ontem algures na internet, a melhor coisa na vida é que não podes perder o tempo do futuro: amanhã começa um novo ano e posso fazer o que quiser de diferente.

Assim sendo, e como a mudança faz-se mudando, 2015 terá resoluções.

Feliz ano novo e até amanhã!

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