Havana | Cuba 2014

Finalmente com algum tempo para me sentar a escrever sobre Cuba, percebi que meter a nossa viagem toda num único post seria impossível (e uma desculpa para o continuar a adiar). Assim sendo, decidi que o melhor seria ir contando as várias aventuras que tivemos.

Chegámos a Havana já de noite. Assim que saímos do avião sentimos o ar quente e húmido das caraíbas. Tinha saído da Europa com algum frio e assim que pisei a pista de avião já estava a suar.

Quando conseguimos despachar a entrada no país, foi altura de esperar pelas malas. Nessa altura, e como as malas estavam a demorar a sair, decidi tomar como referência uma senhora que viajava com 2 crianças, uma delas recém-nascida, e que nos tinha acompanhado desde Zurique. Na minha cabeça, uma mulher que consegue fazer um voo de mais de 10h com um bébé ao colo e, ainda assim, consegue manter a calma e um ar relaxado, tem de ser uma pessoa de confiança.

Saindo do aeroporto, já com as nossas malas, foi altura de chegarmos à cidade. Ficamos no Hotel Sevilla, no meio do Prado, entre o Malecon e o Parque Central. Tínhamos lido em vários sites que os hotéis de Havana têm um problema com humidade. Realmente o quarto cheirava um pouco a humidade, mas tinha ar condicionado e uma janela, o que resolveu o problema enquanto estivemos no quarto.

Havana é uma cidade caótica. É mais pequena do que estava à espera, e na verdade percorremos quase tudo a pé (a única excepção foi o último dia, em que já estávamos um pouco cansados e queríamos ver coisas muito específicas em zonas distintas da cidade).

É uma cidade bastante segura, mas com muito trânsito (e graças à idade dos carros em circulação, muito poluída). Em Havana foi onde sentimos mais assédio como turistas: toda a gente quer dinheiro (o dos turistas – o CUC) e vendem tudo o que for preciso (principalmente charutos).

Do Parque Central partem dois autocarros: um Havana City Bus – 5 CUC e válido todo o dia, dá uma volta completa por Havana e pelos vários bairros. Funciona em modo hop-on hop-off e é uma óptima forma de começar a ver a cidade e compreender as direcções. Fizemos esta volta logo no primeiro dia.

O outro autocarro tem também um bilhete diário por 5CUC, mas vai em direcção às praias do Leste. Estas praias, ainda que não especialmente turísticas, são muito limpas e paradisíacas.

Há certas paragens obrigatórias em Havana. Duas delas são a Bodeguita del Medio e el Floridita. Ambas conhecidas por terem sido frequentadas por Ernest Hemingway, são, sem sombra de dúvidas, sítios muito turísticos. A Bodeguita del Medio (conhecida pelos Mojitos) estava sempre muito cheia, portanto fomos beber Daiquiris para el Floridita, acompanhado por chips de banana.

Outras paragens obrigatórias: Museu do Rum Havana Club, Museu da Revolução, Barrio Chino, o Castillo de la Real Fuerza e, claro, toda a Havana velha.

Depois de outras voltas pela ilha (que ficam para mais tarde) chegou o dia que nos tinha feito ir a Cuba nesta altura: o 1º de Maio. De referir que o 1º de Maio em Cuba vai muito além das comemorações do dia do Trabalhor. É acima de tudo um desfile que celebra a independência e o orgulho cubano. Levantámo-nos às 5h da manhã e apanhamos um taxi, ao qual pedimos que nos deixasse tão perto da Praça da Revolução quanto possível.

Chegámos às 6h à Praça e percebemos logo que estávamos num local reservado a pessoas com credencial. Assim sendo, lá percorremos o caminho, em conjunto com uma multidão, que nos levaria à concentração que passava, mais tarde, pela Praça. A quantidade de pessoas era impressionante, principalmente tendo em conta a hora. A descida até à Praça foi feita em modo de festa, que continuou, já pelas ruas paralelas à principais, até ao regresso a casa.

Havana deixou-me um gosto especial. Lembro-me do dia em que nos viemos embora, em que tivemos todo o tempo do mundo para explorar e aproveitar a cidade. Acabámos, depois do check-in, a beber qualquer coisa no único bar do aeroporto. A olhar para aquelas pessoas que estavam ali (a maioria delas à espera de familiares vindos de Miami), percebi que o cubano não é fácil de entender. As pessoas que conseguimos conhecer, e que não nos tentavam vender coisas, eram muito educadas e ao mesmo tempo tinham um grande desejo de mudança, ainda que motivado pelas coisas mais mundanas (ter mais publicidade ou poder comprar uma certa marca). Não consegui convencer-me ainda se essas aspirações são muito ou pouco legítimas, ou sequer se isso será possível de avaliar.

Para mais tarde ficam as aventuras por outras cidades, onde conseguimos conhecer um pouco mais o país e compreender as suas pessoas…

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