2013 em análise

Quase no final do ano, chegamos àquela altura em que olhamos para trás e para os objectivos definidos e sentimos que não conseguimos concretizar sequer metade, especialmente porque o tempo passou tão a correr que seria impossível ter conseguido mais do que isto.

O ano de 2013 foi um ano de mudança e concretizações. Foi um ano de adaptação e foi um ano que me mostrou que a vida é feita de compromissos. Espero que tenha sido igualmente um ano que me ensinou como lidar com coisas que não correm exactamente como planeado e um ano que me ensinou a disfrutar das surpresas que a vida nos reserva.

Mas porque tudo isto só faz sentido quando olhado em perspectiva, vamos lá voltar a Janeiro e ver o que esperava destes 365 dias que estão agora a terminar.

Aproveitar a nova experiência profissional que vou ter de forma diferente e mais construtiva. As minhas experiências anteriores, por diferentes razões, foram marcadas por alguma ansiedade e neste momento da minha vida, apetece-me encarar a minha vida profissional de forma diferente.

Às vezes nem sempre é fácil manter uma resolução que lida tão de perto com momentos de stress. Muitas vezes senti que não estava a conseguir e senti-me frustrada por não conseguir manter uma atitude que me parece tão natural quando a vejo noutras pessoas. Quando olho para trás percebo que muitas vezes tenho expectativas altas demais ou que me preocupo mais do que devia, mas é difícil mudar a nossa maneira de ser de um momento para o outro. Em geral sinto que tenho de aprender a aceitar aquilo que depende de mim e o que não depende de mim, e partir daí para seguir em frente e aceitar as consequências com mais naturalidade.

Continuar o meu esforço de leitura, aumentando o objectivo de 2013 para os 8 livros.

Cumpridíssimo. Aliás, o facto de ter passado a fazer as minha viagem de/para o trabalho de comboio permitiu-me um espaço de leitura muito mais produtivo do que antes.

Neste ano que passou, os livros que me fizeram companhia foram: Status Anxiety (Alain de Botton), Ética para um jovem (Fernando Savater), The art of travel (Alain de Botton), My Berlin Kitchen (Luisa Weiss), World War Z (Max Brooks), Middlesex (Jeffrey Eugenides), A sombra do vento (Carlos Ruiz Zafon), Quem assim falou (José Jorge Letria), I was told there’d be cake (Sloane Crosley), The Finkler Question (Howard Jacobson), 1000 years of annoying the French (Stephen Clarke), An Idiot abroad (Karl Pilkington) e acabei finalmente o 23 Things they don’t tell you about Capitalism (Ha-Joon Chang).

Os meus favoritos foram sem dúvida o My Berlin Kitchen, Middlesex e A sombra do vento.

Esforçar-me para que o cansaço não tome conta de mim, e apesar de ter um dia-a-dia mais ocupado, não deixar de lado os meus passatempos como este blog ou a fotografia.

Praticar muito fotografia!

Não foi um ano fácil para isso portanto acabou por ser algo que ficou para trás. Tirei algumas fotos para o blog, e tentei não abandonar este cantinho, mas nada mais do que isso.

Tentar ter algumas plantas que sobrevivam (a mim ou à gata) cá em casa.

Esta missão foi um sucesso. Apesar de algumas flores terem morrido na varanda, as plantas quer de exterior quer de interior, têm sobrevivido, apesar de alguma negligência da minha parte.

Visitar pelo menos algum destes países/cidades este ano: Berlim, Paris, Viena, Marrocos e Cuba. Ou seja, no fundo viajar muito!

Viajámos muito, é verdade. Das cidades que pensei visitar há um ano, concretizámos Berlim e Viena (de onde estou a escrever), e dos países, nenhum. Mas os países e cidades não visitados foram grandemente compensados pelos seguintes: Munique (Alemanha), Split (Croácia), Cinque Terre, Génova e Milão (Itália), Kiev (Ucrânia), Salzburg (Áustria), Belfort e Colmar (França) e vários passeios por terras Suiças.

Este foi o ano de tirar a barriga de misérias. 2012 tinha sido um ano complicado, especialmente depois de Agosto. Com a situação normalizada, decidimos aproveitar ao máximo.

A última tem a ver com a época que passamos: as minhas prendas favoritas foram as que foram feitas pela pessoa que ofereceu ou que, pelo menos, tiveram um toque pessoal. Assim sendo, a minha última resolução é dedicar-me a personalizar ou mesmo fazer as prendas que ofereça em 2013 aos meus mais próximos, e em geral a projectos DIY.

Não posso dizer que tenha sido bem sucedida, mas na verdade poucas prendas houve neste ano. Mas já nos últimos meses deste ano iniciei um projecto de tricot e crochet, o que acaba por contar como DIY.

Em jeito de conclusão, e olhando friamente para o ano que passou, só posso estar contente com o que vivi. E no entanto, quanto mais ando, mais quero andar. Há sempre coisas a melhorar, especialmente em relação às atitudes e modos de encarar aquilo que nos acontece, esse tema tem mais a ver com os desejos para o próximo ano, os quais ficarão para outro post.

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