Cinque Terre, Italia | Setembro 2013

Já de volta de férias, e quase a regressar ao trabalho, parece que a primeira viagem das nossas férias está já tão distante.

Para ir a Itália, que fica aqui tão perto, escolhemos o comboio, porque é mais rápido e mais barato que o avião. Estamos tão perto de tudo, no centro da Europa, que não aproveitar os meios alternativos de viagem parece um desperdício.

Cinque terre era uma região que eu já queria visitar há algum tempo. Tudo começou com um artigo do Lonely Planet que falava das caminhadas entre as 5 pequenas aldeias na Riviera Italiana e as fotografias piturescas das casas coloridas a dar para o mar que circulam por todo o lado. Marcamos o Hotel para 3 dias e lá fomos, com bilhete para Cinque terre e passeio de barco até Portofino (a cidade preferida do jet set europeu) incluídos.

Rapallo

O nosso porto de abrigo foi Rapallo, uma pequena cidade a norte das Cinque Terre. Olhando para trás, não me arrependo de ter ficado fora do local que queria visitar, ainda que no início tenha ficado um pouco reticente: na verdade tornou a nossa estadia mais calma e um pouco menos turística. Além do mais, permitiu também uma viagem rápida a Génova, visita que não estava nos nossos planos.

Cinque Terre

Para aceder às Cinque Terre podemos escolher entre o comboio e o barco. A maré estava especialmente agressiva no dia da nossa visita, e como já tínhamos bilhetes para o comboio (válidos por 6 horas em cada sentido – o bilhete que aconselho) a escolha foi fácil. Agora, o principal problema de visitar sítios aconselhados por todos os guias de viagem não tardou a revelar-se. Os comboios, as linhas e as próprias Cinque terre estão sempre cheias de turistas. As plataformas do comboio pouco espaço livre têm e entrar no comboio é uma aventura.

Riomaggiore
Vernazza
Monterosso al mare

Ainda assim, toda aquela confusão incomodou-me um pouco menos do que o que seria de esperar. Não sei se foi o facto de estar de férias, sem vontade de me chatear, mas planeámos as visitas que queríamos fazer e voltámos ao hotel (cansados de tanto andar) sem outros precalços.

Portofino e Génova

Depois de termos visitado Cinque Terre, nada melhor que uma viagem de barco a Portofino. Portofino é uma cidade muito pequena, conhecida sobretudo pelo jet set europeu que a frequenta. É conhecida pelas  ruas pequenas recheadas com lojas de luxo, ao nível da Bahnhofstrasse em Zurique, mas o porto é muito bonito e se arranjarmos maneira de fugir aos milhares de turistas que encontramos a chegar e a partir nos ferrys, conseguimos aproveitar algumas das melhores vistas.

Portofino

Depois de almoço, decidimos entrar num comboio e 30 minutos depois estavamos em Génova.

Tínhamos uma tarde, portanto foi apenas uma volta turística. Aquilo que notei mais foi a extrema dificuldade em andar de um ponto de interesse ao outro: habituada como estou a escolher livremente entre apanhar um autocarro/tram ou ir a pé, ser obrigada a andar uma avenida enorme que, no mapa, parecia pequena, foi uma surpresa menos agradável. Mas nada que não se resolva com um bilhete de autocarro para a volta!

No dia seguinte pensámos que seria agradável, se possível, antecipar a nossa viagem por umas horas. Infelizmente os caminhos de ferro italianos não trocam bilhetes comprados no estrangeiro, portanto acabámos por comprar uma viagem para Milão num comboio que partia 2h antes do que tínhamos marcado. O plano era aproveitar para conhecer Milão com mais tempo, pelo que assim que chegámos, tivemos cerca de 5 horas para decidir em que direcção íamos.

Não tinha expectativas em relação a Milão, portanto apanhamos o metro para o Duomo e decidimos andar a partir daí. Aparentemente era uma espécia de semana da moda, portanto as ruas estavam decoradas com tapetes e havia raparigas com ares de super modelo por todo o lado.

Duomo Milão

No final estava demasiado cansada para aproveitar mais. A perspectiva de uma viagem de comboio que ia durar 4h já começava a tornar-se pesada e a rabujice já era muita. A última hora de comboio até Zurique foi especialmente dolorosa, mas felizmente levei comigo o livro que marcou as minhas duas semanas de férias: My Berlin Kitchen, uma biografia da autora do blog The Wednesday Chef. Foi uma boa companhia e não consegui parar de ler, nem mesmo à noite no hotel! A experiência de mudança para uma sociedade tão especial como a alemã (ou, no meu caso, a Suiça alemã) acompanhou-me, fez-me rir sozinha e tranquilizou-me.

A viagem da Itália foi a nossa viagem turística. Não sei se vou ter coragem de tentar um destes planos outra vez: é claro que vale a pena ir a lugares conhecidos, mesmo que sejam über – turísticos, mas sinto que esta experiência esteve no limite do que consigo aguentar em termos de quantidade de pessoas por metro quadrado. Talvez por isso ando a adiar tanto a ida a Paris, porque tenho a sensação que vai ser assim: gente por todo o lado.

Mas Itália tratou-nos bem e prometo voltar, sem medo dos turistas, para ver o que Veneza, Verona e Florença têm para oferecer!

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