Estrasburgo

 

Na sexta-feira passada fui até Estrasburgo para a primeira ronda de testes para uma vaga a que tinha concorrido em Abril deste ano. Já me tinha esquecido deste processo, e na verdade, sempre pensei que não passaria na análise dos CV, portanto quando recebi o e-mail que me convocava para fazer os testes, não consegui esconder a minha surpresa.

Estudei o que consegui, entre mudar de casa e entrevistas/envios de CV, sabendo que provavelmente os restantes 140 candidatos seriam muito mais especialistas do que eu. Na altura de escolher o local onde faria o exame, não tive dúvidas: Estrasburgo. Primeiro porque não sei se voltaria a ter essa oportunidade e depois porque fica tão perto daqui que fui e vim no mesmo dia (ainda que na ida tivesse de me levantar às 4h da manhã). A viagem foi feita por Basel – um apontamento interessante: na gare em Basel, depois de passar pela porta que indicava o caminho para os comboios que tinham como destino cidades francesas, e possivelmente favorecida pela hora (6h da manhã) e pelo nevoeiro, senti que tinha recuado aos anos 60. Tudo era feito em madeira, a plataforma era antiga e a farda dos revisores franceses era clássica.

De Estrasburgo não deu para ver grande coisa porque chovia bastante (voltarei com o E. para algo mais turístico). É uma cidade pequena, cheia de recantos, igrejas e passeios pedonais que convidam a caminhadas quando o tempo o favorece.

Quando cheguei encontrei os restantes 4 candidatos que esperavam a hora do exame (houve 50% que desistiram de ir ao exame). Para meu espanto, eram pessoas que tinham outras actividades e que também elas tinham sido apanhadas de surpresa pela convocatória. Jovens que tinham saído há relativamente pouco tempo do país e que foram atrás de uma experiência que não os desiludiu. Foi bom este contacto: acabámos por comer e fazer companhia uns aos outros na gare central, esperando pelo comboio que nos levaria a países diferentes.

Percebi que nada há de errado em tomar diferentes caminhos e tentar áreas diferentes no que diz respeito ao trabalho, desde que a aprendizagem seja constante e me mantenha motivada pelo caminho. Talvez o que me tenha levado a desistir de um caminho standard tenha sido a falta de desafio, ainda assim, penso muitas vezes se fiz a coisa certa, se não deveria ter continuado como estava. E depois penso no que me levou a sair e vejo as oportunidades que tenho à frente, as análises positivas que já fizeram do meu percurso e que ainda me parecem tão distantes da imagem que tenho de mim própria.

No que diz respeito a esta vaga específica, não acho que tenha hipóteses. Sei que o que escrevi não estava errado, mas que apenas fiz uma análise superficial e que, alguém com mais conhecimentos e mais tempo para estudar, conseguiria uma análise mais completa. Mas foi uma experiência que não podia recusar!

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