Aeroportos

Para mim, a passagem pelos aeroportos está sempre revestida de uma aura de entusiasmo e aventura. Apesar de más experiências anteriores, sempre que vou fazer uma nova viagem antecipo o momento, depois do check-in, em que a aventura está pela frente.

O Aeroporto de Lisboa foi o início da nossa aventura. O voo na TAP incluiu refeições pouco comuns: Lasanha de Vegetais e Arroz Doce, Arroz Tai com Frango de Caril e chocolate. Tenho de confessar que já não encaro com o mesmo entusiasmo a comida dos aviões, e sei que para muitos é o equivalente à comida de hospital. De facto, nas recentes viagens nacionais que tive de fazer por motivos de trabalho, foi-me dado como refeição uma sandes bastante duvidosa. Assim, compreende-se o meu entusiasmo pela variedade apresentada desta vez.

A visita seguinte foi ao Aeroporto de Bruxelas, seguido do aeroporto de Amesterdão, que apenas foi visitado uma vez. No dia de viagem da Holanda para a Dinamarca tínhamos de deixar o hotel em Ijmuiden até às 11h, portanto escolhemos uma localização para visitar que não ficasse muito longe, já que ainda íamos devolver o carro alugado ao aeroporto e não conhecíamos o caminho. Assim, escolhemos Volendam. Mas o último dia na Holanda, para nosso azar, foi marcado por uma tempestade que já se andava a adivinhar há uns dias, e estava um vento que não permitia qualquer tipo de passeio. Portanto, a estadia no aeroporto foi longa. Graças à internet grátis, conseguimos ir pondo leituras em dia.

A chegada ao aeroporto de Copenhaga foi, mais uma vez, marcada pelo anoitecer. Começando pelo voo, teve direito a estreia: a Norwegian Airlines dispõe de wi-fi a bordo, o que permitiu ao E. fazer um post pedante no facebook, e a mim surpreender a minha mãe com uma conversa de chat enquanto fazia um curto voo de menos de 50 minutos.

No regresso, e já a caminho do aeroporto de Copenhaga percebi que tinha perdido uma mala na estação Central. O E. ainda voltou atrás, sem sucesso, o que acabou por me deitar bastante abaixo: tinham sido, afinal, 12 dias de viagem que tinham corrido da melhor forma. E logo no último momento, numa situação evitável, na Estação Central, tinha perdido a mala com coisas que, apesar do pouco valor financeiro, tinham um valor sentimental significativo, pelas memórias que evocavam.

Antes de entrar para o avião decidi, mais por hábito do que por outra coisa, ir ver o meu e-mail. E estava lá: um e-mail do hotel onde ficámos, dizendo que alguém tinha ido entregar a minha mala lá e perguntando como poderiam devolvê-la… Bendita honestidade!

O voo Copenhaga-Bruxelas foi agradável já que a Scandinavian Airlines permite ver nos ecrãs a perspectiva do piloto, durante o voo, na descolagem e aterragem. Apesar de serem, de longe, os dois piores momentos do voo para mim, não resisti a ver, apertando o braço do E., algo que nunca tinha visto antes daquele ponto de vista.

O Aeroporto de Frankfurt foi o último e o mais fugaz. Não chegamos a visitar nada já que o voo de ligação chegou com algum atraso, e foi necessário que um funcionário nos fosse buscar à pista, entregando-nos directamente no terminal do voo com destino a Lisboa. As senhoras que estavam no terminal foram muito prestáveis, face à nossa preocupação de assegurar que a nossa bagagem seguia viagem no mesmo avião – já chegava de esquecimentos por um dia.

Tudo correu, afinal, pelo melhor, podendo dizer-se que os aeroportos vivem sobretudo das histórias e dos momentos de quem por lá passa.

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