BCN | 2011

À falta de férias, aproveitámos o fim-de-semana prolongado de Agosto para um salto a Barcelona. Não conhecíamos a  cidade espanhola, facto que  nos parecia imperdoável, tendo em conta a distância e a quantidade de cidades já visitadas no país vizinho.

Não vou mentir. As minhas expectativas eram altas. A zona do mediterrâneo sempre me atraiu e a perspectiva das cores do Parc Güell e da magnificência da Sagrada Família faziam-me sonhar com uma cidade de temperatura quente, organizada, onde sobraria tempo para pequenas pausas em esplanadas.

E, no entanto, Barcelona em Agosto é:

by E.

– Filas intermináveis para entrar em qualquer sítio. Geralmente não é acautelada a questão meteorológica, pelo que a espera se faz, quase sempre, ao sol.

– Turistas. Não há nenhum local (tirando talvez Montjüic, onde se conseguia algum isolamento) que não esteja apinhado de turistas.

– O Parc Güell é bem mais árido do que eu estava à espera. Achei que iria encontrar mais cor e um projecto mais uniforme (e menos gente, talvez), mas encontrei, isso sim, um parque enorme com alguns focos de interesse, mas com demasiada gente para que pudesse ser apreciado com calma.

Numa nota mais positiva:

Teleférico Montjüic

– Montjüic: Miró, Teleférico e Castelo. Foram boas horas passadas em Barcelona (apesar do calor e das filas).

– Bairro Gótico e Raval: as ruas estreitas, as casas antigas, a vivência de bairro. A vida no quotidiano, que pouco se vê em Barcelona, talvez mais virada para os visitantes do que para os locais, ganha uma outra dimensão.

– Mercado de la Boquería: eu adoro visitar mercados locais e este é mesmo dos que eu gosto. Na área de comida, achei parecido com Camden, com pequenas tapas e pizzas disponíveis para levar, e nas bancas de fruta não só havia embalagens, já prontas a levar, de fruta descascada e com óptimo aspecto, como havia uma variedade imensa de sumos de fruta naturais.

– Hostel: nunca tinha ficado num hostel antes, pelo que o Downtown Paraíso Hostel foi uma óptima surpresa. Não especialmente barato, mas com boa localização, tranquilo durante a noite e com empregados simpáticos.

– Pequenos-almoços: croissants de chocolate.

É certo que o timming da nossa visita não foi o melhor: estavam a decorrer as jornadas mundiais da juventude e aproximava-se a visita do Papa a Madrid. De acordo com o guia que nos fez a visita à Sagrada Família,  o movimento que se via naqueles dias em Barcelona era inesperado até para os próprios habitantes.

Apesar de tudo, a ideia geral da viagem (agora que tive algum tempo para reflectir) resume-se a: tinha de conhecer. Não é um lugar a que queira voltar a curto prazo, por vezes parecia que estava num recreio de turistas, mas gostei da maior parte dos locais.

Três dias foram suficientes para conhecer aquilo que marquei como imperdível, sem andar a correr de um lado para o outro, e, no final, sempre deu para passar algum tempo numa esplanada.

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